Com a divulgação do novo boletim epidemiológico da secretaria municipal de Saúde, aqui em Teófilo Otoni, cientistas e pesquisadores da Universidade Federal dos Vales do Mucuri e Jequitinhonha mostraram preocupação com os números.
De acordo com o Dr. Fábio Silva de Souza, mestre em Matemática Pura, doutor em Modelagem Computacional, professor de Ciências Exatas da UFVJM e pesquisador de doenças infectocontagiosas; não estamos passando ‘nem perto’ pico das contaminações.
Fábio explicou que, os 104 casos confirmados nesta quinta não surgiram de ontem para hoje, mas sim de semanas atrás. Segundo o pesquisador, não temos noção de quantas pessoas estão contaminadas de fato, sem levar em consideração os pacientes assintomáticos.
Com mais de mil notificações Teófilo Otoni chega a 104 casos de Coronavírus
Os casos assintomáticos é uma outra preocupação. Como o isolamento social não está ocorrendo de modo eficiente na cidade e, tampouco a prevenção (por meio do uso de máscaras/álcool em gel), estes pacientes que não apresentam sintomas podem contaminar até 7 pessoas.
Imagine você, ao sair de sua casa até o trabalho. Considere que na volta, você aproveite e passe no supermercado. Quantas pessoas você teve contato? Inúmeras. Agora, e se você estiver contaminado, a maioria delas poderão contrair o vírus.
Segundo o Dr Ivan Santana, superintendente regional de Saúde em Teófilo Otoni, cada óbito equivale à 500 contaminações em média. A cidade possui 5 óbitos, o que de acordo com esse cálculo cerca de 2.500 pessoas em média estariam infectadas.
As autoridades não estimam uma data para o pico da Covid, mas,tanto para o professor Fábio como para o Dr Ivan, estamos longe dele, e, a situação irá se agravar muito até lá.








