
Sim. Este é o total de pessoas, que até então, acredita que o processo de Daniel Sucupira vá avançar no legislativo municipal. Desde que noticiamos em primeira mão a abertura do processo de impeachment na noite de ontem (10/03), grande parte dos cidadãos não esperam um resultado diferenciado.
Nas redes sociais, sucupiristas já debocham da abertura do processo: “olha como eu tô preocupado”. Ao longo de 2021 vereadores da base votaram em diversas ocasiões contra a exigência de transparência do poder executivo, agindo como advogados. Foram inúmeras defesas.
O que nos faz acreditar que hoje seria diferente? Nada. São 04 vereadores pelo PT, mesmo partido do prefeito, 03 do PC do B, e outros da base. Mas seria interessante analisarmos dois pontos.
O primeiro: a surpresa dos presentes. Quando estava sendo protocolado o impeachment, a líder do Governo na Câmara, Eliane Moreira (PT) entrou em contato com Sucupira, segundo fontes. A reunião foi pausada, projetos que seriam votados foram retirados de pauta e um foi se criando um “clima terrível” parafraseando Galvão Bueno. Havia uma preocupação eminente.
No segundo ponto, devemos olhar o fato: Daniel confessou durante o julgamento no TJMG que cometeu a nomeação irregular, que segundo a Constituição e a Lei Orgânica de Teófilo Otoni são crimes. Houve um julgamento e um acordo, onde Sucupira terá de fazer um cursinho com carga horária mínima de 32 horas para aprender a como contratar legalmente.
Os vereadores têm um abacaxi para descascar: ir contra a Constituição que juraram cumprir e respeitar ou ir contra suas posições políticas/ideológicas até então.
Mas ainda assim, a câmara pode dar um tapa na cara de todos e mostrar que de fato está em busca da verdade e um alinhamento com a decisão da justiça. Se isso acontecer nas próximas horas, a Câmara choca a todos e Daniel deixará a prefeitura por até 180 dias. Aí sim ele poderá dizer: “Tchau” e “Obrigado”.








