
Brasil teve 598.596 contratações e 1.459.099 desligamentos em abril, batendo um saldo negativo recorde de 860.503
COLUNA 28 DE MAIO 2020
O dado de fechamento de vagas de emprego formal em abril, com saldo negativo de 860.503, é o pior para todos os meses da série histórica, segundo a coordenadora-geral de Cadastros, Identificação Profissional e Estudos da Secretaria de Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, Mariana Eugênio.
Em coletiva à imprensa sobre os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira, 27, Mariana ponderou que, apesar do pior resultado o mês de abril foi atípico em razão da pandemia do novo coronavírus, e pelo fato de a crise ter afetado muito as admissões.
Foram 598.596 contratações e 1.459.099 desligamentos no período.
O secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco reforçou a declaração da colega, afirmando que é o mês “mais diferente”. “Não é o mais negativo, é o mais diferente. É de fato uma situação mais inusitada”, disse. Segundo ele, o ponto positivo é o que o governo está conseguindo “preservar empregos” mesmo que a série aponte para um nível menor de contratações. “Vamos trabalhar para ter o mesmo nível de contratação do início de ano”, afirmou Bianco.
Para o secretário de Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, Bruno Dalcolmo, é preciso considerar que em outras crises, os efeitos negativos no emprego foram percebidos de forma mais lenta, diferentemente da pandemia. “Essa crise se diferencia não pela profundidade, mas pela velocidade. A retração econômica que em outras crises levou meses para acontecer, nesta aconteceu em semanas”, disse.
Ele ainda afirmou que o “sucesso do programa emergencial do governo” irá favorecer para uma retomada mais rápida da economia brasileira.
Você deve estar perguntando porque não divulgamos os dados de desemprego da cidade de Teófilo Otoni e Região. Acontece que o site do CAGED ainda não atualizou os dados deste ano de 2020. O últimos dados divulgados são de dezembro de 2019. Esses dados foram divulgados em coletiva de imprensa da equipe da Secretaria de Especial de Emprego e Trabalho do Governo Federal.
Bruno Bianco disse ainda nesta coletiva que, “por ora”, não se pode pensar na prorrogação do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda do governo federal. Segundo Bianco, a decisão sobre a ampliação ou não dos prazos do programa será tomada em momento oportuno, junto ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da República, Jair Bolsonaro.







