CRUEL | A Polícia Civil e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) detalharam, na última terça-feira (20), a investigação da morte de uma estudante de 14 anos, esfaqueada por um colega dentro do Colégio Livre Aprender, em Uberaba, no início de maio. Dois adolescentes da mesma idade foram apreendidos por ato infracional análogo ao homicídio.
Segundo a investigação, o ataque foi premeditado e a vítima foi escolhida no próprio dia. O autor levou a arma à escola em 8 de maio e foi apreendido horas depois. O outro adolescente, identificado como partícipe, foi detido no dia seguinte. Eles estudavam na mesma sala e sentavam lado a lado. Câmeras de segurança mostraram que, após o crime, ambos saíram juntos. Elementos indicam que o segundo jovem ajudou a planejar a fuga.
A motivação foi apontada como inveja. O autor declarou ao policial que o apreendeu: “Fiz porque tinha inveja do fato de ela simbolizar a alegria que eu não tinha.” Bullying, misoginia, seitas ou listas de vítimas foram descartados.
Durante a apuração, foram analisados objetos pessoais e imagens da escola. Um bilhete entregue pelo autor à vítima momentos antes do ataque falava de morte por estrangulamento. Também foram examinadas anotações do agressor — descritas como textos poéticos e reflexivos, sem vínculo com grupos extremistas.
Os adolescentes seguem internados provisoriamente em Uberaba e aguardam sentença até junho. Caso condenados, podem cumprir até três anos de internação, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.
A vítima foi atacada durante a aula e recebeu os primeiros socorros de um professor, que é estudante de Medicina. O Samu foi acionado, mas a jovem não resistiu. A escola lamentou o caso, ofereceu apoio psicológico à comunidade e as aulas foram retomadas em 19 de maio, com acompanhamento do Ministério da Educação.
Fonte: G1 / Foto: Reprodução/Instagram







