À medida que aumentam as tensões na Ucrânia, países próximos se preparam para um possível fluxo de refugiados que deve surgir em caso de guerra. Nos últimos dias, o governo americano tem afirmado que a Rússia pode invadir o território ucraniano "a qualquer momento", enquanto os russos negam a intenção de invadir apesar da crescente concentração militar na fronteira.
O ministro de Interior da Polônia, Mariusz Kaminski, disse em publicação no Twitter neste domingo, 13, que o país está se preparando para lidar com "vários cenários" de um possível fluxo de refugiados. Atualmente, a Polônia abriga mais de um milhão de ucranianos - muitos deles se mudaram ao país para trabalhar.
Krzisztof Kosinski, prefeito da cidade de Ciechanow, no leste da Polônia, disse no sábado, 12, que recebeu um pedido do governo regional para preparar acomodações para refugiados. "Nos pediram para indicar as instalações de alojamento para refugiados, o número de pessoas que seria possível acomodar, os custos envolvidos e o tempo de adaptação dos edifícios com uma recomendação de até 48 horas", afirmou o prefeito, também no Twitter.
No final de janeiro, o vice-ministro de Interior da Polônia, Maciej Wasik, disse que o país se preparava para receber até um milhão de imigrantes ucranianos.
Segundo o governo americano, uma invasão russa pode resultar em um milhão a cinco milhões de refugiados, com muitos deles entrando na Polônia. As autoridades também alertaram sobre os enormes custos humanos possíveis, incluindo as mortes potenciais de 25.000 a 50.000 civis, 5.000 a 25.000 membros das forças armadas ucranianas e 3.000 a 10.000 membros das forças armadas russas.
Na última semana, o Reino Unido informou que colocou 1.000 soldados de prontidão para se deslocar para a Europa Oriental se houver uma crise de refugiados provocada por uma invasão russa.