Por Redação 98, em Teófilo Otoni
A partir de hoje, os produtores de gasolina só poderão vender o combustível com novas especificações. A mudança deve facilitar a fiscalização e melhorar o rendimento dos carros e motos.
Muita gente não estava nem sabendo da mudança. A alteração na fórmula da gasolina, determinada pela Agência Nacional de Petróleo, a ANP, começa a valer a partir de segunda-feira (3). Cem por cento do combustível entregue pelas refinarias às distribuidoras terão que atender as novas especificações. A norma estabelece critérios mínimos que não existiam, e aproxima a qualidade da gasolina brasileira à da Europa e dos Estados Unidos. A nova fórmula é mais potente.
“Isso significa que o consumidor vai levar mais massa de combustível por litro. Ou seja, mais energia. Então, ele vai poder gastar, usar mais para 1 litro. Isso é muito interessante. O consumo vai ser menor”, explica a coordenadora do laboratório de combustíveis da UFMG, Vanya Pasa.
Um veículo que gasta 60 litros para ir de Belo Horizonte a São Paulo, por exemplo, passaria a gastar 57 litros. Redução de 5% no consumo. Menos combustível queimado, menos poluição.
Para a ANP, a alteração na fórmula vai melhorar a qualidade da gasolina brasileira e também vai facilitar a fiscalização na hora de identificar possíveis fraudes ou adulterações. Mas essa melhoria não vem de graça, não. O gerente de um posto de Belo Horizonte já foi avisado pela distribuidora que vai ter que fazer uma alteração em uma placa também. É que o preço do litro da gasolina vai aumentar.







