
COLUNA 20 DE MAIO DE 2020
O comunismo é a ideologia do controle absoluto para formar uma nova sociedade totalmente submissa a uma pequena casta intelectual. Cria-se uma elite que detém o controle total, manda e ao mesmo tempo garante privilégios, luxos e mordomias; abaixo dela, o restante da sociedade, que vive em regime igualitário com acesso ao mínimo necessário à sua sobrevivência – todos iguais na pobreza, como comprovado nos países que viveram (e em alguns que ainda vivem) sob regime comunista.
Para sua implantação, é necessária a destruição das bases de nossa civilização: igreja, família e mercado. Num primeiro momento, pensou-se que a melhor forma para se instalar o comunismo era tomando violentamente o poder e controlando diretamente os meios de produção. No entanto, a barbárie e a fome que caracterizaram os regimes repercutiram muito mal nos países livres do ocidente, dando argumento para os governos se protegerem de revoluções.
Diante disso, os comunistas entenderam que precisavam mudar de estratégia. Decidiram, então, manter em evidência certos líderes, grupos e regimes explicitamente comunistas para que a sociedade identificasse apenas eles como ameaças, criando assim condições para que outros comunistas se infiltrassem silenciosamente em todos os nichos da sociedade e do Estado. A conhecida “estratégia de ocupação dos espaços”.
Enquanto governos combatiam os grupos em evidência, agentes comunistas aliciavam e instruíam militantes na cultura, na imprensa, na igreja e dentro dos próprios governos. Mais detalhes sobre essa estratégia podem ser encontrados no livro “Desinformação” escrito pelo ex-agente da KGB Ion Mihai Pacepa. No livro, o autor cita especificamente a criação da UNE (União Nacional dos Estudantes), da Teologia da Libertação e de outros movimentos sociais aqui no Brasil, que, hoje sabemos, tem como objetivo principal levar a doutrina socialista para a população, ou menos escolarizadas ou em formação, como a classe estudantil.
O caso brasileiro é exemplar: já na década de 1950, haviam dezenas de agentes subordinados ao serviço secreto soviético atuando no país, nenhum deles ligado a qualquer movimento ou partido de esquerda. O objetivo era disseminar o antiamericanismo e provocar convulsão social de tamanha grandeza que abrisse o poder para alguém influenciado por Moscou.
Isso fez com que, por décadas, ideias comunistas fossem sutilmente implantadas na sociedade brasileira, sendo repassadas de geração em geração sob o manto da invisibilidade. Assim, foram formados professores, jornalistas, políticos, padres, ativistas… poucos deles com crachá de comunista pendurado no pescoço.
Em 1984, acabava a ditadura militar no Brasil. Apenas 4 anos depois, o Congresso promulgava a atual Constituição, fundamentalmente uma carta assistencialista, com viés de esquerda, em que coube ao Estado suprir todas as necessidades humanas. Como isso foi possível em um Congresso onde, teoricamente, a esquerda era uma pequena minoria?
Com o fim da União Soviética, a ocupação dos espaços ficou muito mais fácil porque, do ponto de vista popular, a ameaça comunista acabava ali. Jogada inteligente do líder comunista Mikhail Gorbachev, que, impossibilitado de manter a União Soviética por problemas financeiros, posou para o mundo como um líder simpático, com ideias novas, libertando as várias repúblicas soviéticas que viviam sob o jugo do Partido Comunista Russo, dissolvendo a URSS, criando a perestroika, etc. Ou seja, reconstrução, abertura econômica da economia e liberdade partidária entre outras medidas no ano de 1986. Mas a estratégia por trás dessa “bondade” soviética era, na verdade, diabólica: a infiltração da ideologia comunista – agora sem a força bélica – através das estruturas intelectuais e culturais das sociedades ocidentais.
Essa estratégia teve êxito especialmente na América Latina. Vinte anos depois, comunistas chegavam ao poder em quase todo o continente. Depois de décadas de infiltração, foi construída uma sociedade que admite o culto a líderes comunistas em universidades, na grande imprensa e nas casas legislativas; que tolera órgãos e partidos como MST, MTST, CUT, UNE, PSOL, PT e PCdoB; que aceita todo tipo de insulto à religião professada pela grande maioria da população. O trabalho de catequização comunista na igreja católica coube ao movimento Teologia da Libertação, que fazia e ainda faz a doutrinação, incutindo essa ideologia em suas pregações, reuniões e ações nas comunidades.
Mesmo os partidos de esquerda sendo minoria no Congresso, porém, com cada vez mais frequência surgem leis e decisões judiciais que enfraquecem a autonomia do indivíduo e concentram ainda mais poder no Estado, legitimando todo tipo de intervenção na vida privada, mostrando que as ideias esquerdistas já viraram senso comum, e que até o chamado Centrão, já as comunga, mesmo sem as defende-las de forma explícita.
Cada vez mais esses partidos assumem o protagonismo na “defesa” dos humildes e das causas sociais criando uma simpatia de parte significativa da sociedade e angariando votos suficientes para interferir na forma de governar o País. Sem nenhum escrúpulo, membros desses partidos tem sempre dedicado elogios a ditaduras comunistas, apoiado movimentos comunistas e colocado em pauta projetos que visam o crescimento de um regime de esquerda. Pregam o sentimento antiamericano. A visão classista do mundo. O ideal de igualdade social. A vilanização dos empresários. O lucro e a riqueza apontados como geradores de miséria. A “justiça social”. O aumento de leis e regulações. A cobrança de impostos e mais impostos. O Estado cuidando da educação, da segurança, da saúde e da aposentadoria das pessoas, e, se possível, ainda controlando os preços de serviços privados.
Vários princípios comunistas já estão fixados na mente da maioria da população, não apenas do Brasil, mas na maior parte do ocidente. A ocupação dos espaços promovida pelo partido comunista russo e agora também pelo partido comunista chinês, envolvem o controle de organizações internacionais, como IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), ONU, UNESCO, e… finalmente, OMS, dirigida por um comunista de carteirinha, onde a ideologia esquerdista é dominante entre seus dirigentes.
Chegamos à pandemia! Pergunto: como foi possível que países cristãos, democráticos e capitalistas tenham aceito a sugestão da OMS de que a epidemia deveria ser combatida com o modelo que estava sendo adotado pela China? Por qual razão o procedimento adotado por uma ditadura comunista conhecida pela violação dos direitos civis e pelo controle absoluto da informação valeu mais do que os procedimentos que já estavam sendo adotados no Japão, na Coreia do Sul e em Taiwan?
Respondo: porque, depois de décadas de aparelhamento, a imprensa europeia prioriza sempre seus interesses ideológicos; para não deixar que a China seja responsabilizada pela disseminação da epidemia, teriam que apresentá-la como exemplo de combate à doença. Foi o que fizeram. No campo político, alinhar-se à China está sendo cada vez mais proveitoso. Dessa forma, foi desencadeada a maior sequência de absurdos governamentais desde a 2° Guerra Mundial. Um país foi copiando o erro do outro. O povo, depois de meio século de doutrinação comunista, aceitou passivamente tudo o que foi imposto pelos governos.
No Brasil, não foi diferente. Logo que Jair Bolsonaro questionou o modelo de quarentena que a imprensa começava a martelar na cabeça das pessoas, o STF tratou de determinar que caberia a estados e municípios arbitrar sobre o caso. Políticos aproveitaram muito bem a situação. Suspenderam o pagamento de dívidas, pediram mais dinheiro à União, passaram a fazer discursos diários e, sobretudo, forçaram a aprovação de medidas de controle social e econômico.
Oitenta e oito anos atrás, os paulistas pegavam em armas para lutar contra a ditadura de Getúlio Vargas. Hoje, eles se encontram quietos em suas casas, aguardando as ordens de João Dória. Em poucas semanas, a quarentena parou a maior parte da economia, empurrando mais de 50 milhões de brasileiros para o colo do Estado. Voucher para uns. Crédito para outros. Milhões de famílias que perderam as condições de pagar colégios e planos de saúde privados terão que se submeter aos sistemas estatais. Dentro de suas casas, as famílias estão a ponto de explodir devido ao estresse econômico e psicológico provocado pela quarentena. Há seis semanas, todas as igrejas se encontram fechadas por ordem judicial. O funcionalismo público mostrou-se, ainda mais claramente, como uma casta de privilegiados, imune a crises econômicas.
Ao aceitar pacificamente a supressão de alguns de seus direitos fundamentais, a população revela o sucesso de décadas de doutrinação silenciosa. Tanto que a esquerda brasileira, liderada pelo PT, não precisa mais fazer muita coisa – a mentalidade comunista instalada na sociedade, na política e nas instituições se manifesta naturalmente.
Na atual situação, tendo nomes como João Dória e Wilson Witzel (mesmo não sendo representantes da direita liberal, mas de uma ideologia centro-esquerda, hoje a população entende como sendo representantes da direita) governando os estados mais atingidos pela epidemia, beneficia tão somente a esquerda. O descontentamento de alguma parte da população será contra governos de “direita” e a ampliação do poder do Estado sobre a população beneficiará a esquerda porque, em algum momento, ela voltará ao poder.
Se estivéssemos sob um governo petista, por exemplo, a sociedade teria suspeitado – com razão – logo no começo, que havia alguma coisa por trás. Liberais, conservadores e imprensa livre (com algumas exceções) denunciariam a quarentena como estratégia da esquerda para violar liberdades fundamentais, visando ao controle da sociedade e do mercado de forma mais direta, abrindo precedente para mais violações; mas, como Dória e Witzel não são vistos como comunistas – e realmente não são –, ninguém deve se preocupar.
Os comunistas costumam justificar o fracasso de seus regimes dizendo que “o povo não estava preparado”. Agora, parece que o povo está. Morrem muito mais pessoas de covid-19 nos países que adotaram a quarentena do que nos países que a rejeitaram, basta pesquisar dados sobre países citados acima. A despeito disso, a maior parte da população continua crendo que a quarentena salva vidas, continua aceitando pacificamente todas as arbitrariedades que lhes são impostas.
Em algum futuro próximo, poderão concluir que “houve uma interpretação errada do comunismo, ele dá certo sim… Vejam a China! Precisamos tentar”.
Tenham certeza de que os comunistas estão atentos a todos esses detalhes, anotando tudo o que está acontecendo, cientes, desde já, de que esta é a forma mais eficiente de destruição dos direitos individuais e da liberdade econômica, princípios que sustentam a propriedade, a família e a igreja e estarão com seu exército de seguidores e defensores preparados para a invasão e completa dominação da já dócil e domesticada sociedade.
Para sua implantação, é necessária a destruição das bases de nossa civilização: igreja, família e mercado. Num primeiro momento, pensou-se que a melhor forma para se instalar o comunismo era tomando violentamente o poder e controlando diretamente os meios de produção. No entanto, a barbárie e a fome que caracterizaram os regimes repercutiram muito mal nos países livres do ocidente, dando argumento para os governos se protegerem de revoluções.
Diante disso, os comunistas entenderam que precisavam mudar de estratégia. Decidiram, então, manter em evidência certos líderes, grupos e regimes explicitamente comunistas para que a sociedade identificasse apenas eles como ameaças, criando assim condições para que outros comunistas se infiltrassem silenciosamente em todos os nichos da sociedade e do Estado. A conhecida “estratégia de ocupação dos espaços”.
Enquanto governos combatiam os grupos em evidência, agentes comunistas aliciavam e instruíam militantes na cultura, na imprensa, na igreja e dentro dos próprios governos. Mais detalhes sobre essa estratégia podem ser encontrados no livro “Desinformação” escrito pelo ex-agente da KGB Ion Mihai Pacepa. No livro, o autor cita especificamente a criação da UNE (União Nacional dos Estudantes), da Teologia da Libertação e de outros movimentos sociais aqui no Brasil, que, hoje sabemos, tem como objetivo principal levar a doutrina socialista para a população, ou menos escolarizadas ou em formação, como a classe estudantil.
O caso brasileiro é exemplar: já na década de 1950, haviam dezenas de agentes subordinados ao serviço secreto soviético atuando no país, nenhum deles ligado a qualquer movimento ou partido de esquerda. O objetivo era disseminar o antiamericanismo e provocar convulsão social de tamanha grandeza que abrisse o poder para alguém influenciado por Moscou.
Isso fez com que, por décadas, ideias comunistas fossem sutilmente implantadas na sociedade brasileira, sendo repassadas de geração em geração sob o manto da invisibilidade. Assim, foram formados professores, jornalistas, políticos, padres, ativistas… poucos deles com crachá de comunista pendurado no pescoço.
Em 1984, acabava a ditadura militar no Brasil. Apenas 4 anos depois, o Congresso promulgava a atual Constituição, fundamentalmente uma carta assistencialista, com viés de esquerda, em que coube ao Estado suprir todas as necessidades humanas. Como isso foi possível em um Congresso onde, teoricamente, a esquerda era uma pequena minoria?
Com o fim da União Soviética, a ocupação dos espaços ficou muito mais fácil porque, do ponto de vista popular, a ameaça comunista acabava ali. Jogada inteligente do líder comunista Mikhail Gorbachev, que, impossibilitado de manter a União Soviética por problemas financeiros, posou para o mundo como um líder simpático, com ideias novas, libertando as várias repúblicas soviéticas que viviam sob o jugo do Partido Comunista Russo, dissolvendo a URSS, criando a perestroika, etc. Ou seja, reconstrução, abertura econômica da economia e liberdade partidária entre outras medidas no ano de 1986. Mas a estratégia por trás dessa “bondade” soviética era, na verdade, diabólica: a infiltração da ideologia comunista – agora sem a força bélica – através das estruturas intelectuais e culturais das sociedades ocidentais.
Essa estratégia teve êxito especialmente na América Latina. Vinte anos depois, comunistas chegavam ao poder em quase todo o continente. Depois de décadas de infiltração, foi construída uma sociedade que admite o culto a líderes comunistas em universidades, na grande imprensa e nas casas legislativas; que tolera órgãos e partidos como MST, MTST, CUT, UNE, PSOL, PT e PCdoB; que aceita todo tipo de insulto à religião professada pela grande maioria da população. O trabalho de catequização comunista na igreja católica coube ao movimento Teologia da Libertação, que fazia e ainda faz a doutrinação, incutindo essa ideologia em suas pregações, reuniões e ações nas comunidades.
Mesmo os partidos de esquerda sendo minoria no Congresso, porém, com cada vez mais frequência surgem leis e decisões judiciais que enfraquecem a autonomia do indivíduo e concentram ainda mais poder no Estado, legitimando todo tipo de intervenção na vida privada, mostrando que as ideias esquerdistas já viraram senso comum, e que até o chamado Centrão, já as comunga, mesmo sem as defende-las de forma explícita.
Cada vez mais esses partidos assumem o protagonismo na “defesa” dos humildes e das causas sociais criando uma simpatia de parte significativa da sociedade e angariando votos suficientes para interferir na forma de governar o País. Sem nenhum escrúpulo, membros desses partidos tem sempre dedicado elogios a ditaduras comunistas, apoiado movimentos comunistas e colocado em pauta projetos que visam o crescimento de um regime de esquerda. Pregam o sentimento antiamericano. A visão classista do mundo. O ideal de igualdade social. A vilanização dos empresários. O lucro e a riqueza apontados como geradores de miséria. A “justiça social”. O aumento de leis e regulações. A cobrança de impostos e mais impostos. O Estado cuidando da educação, da segurança, da saúde e da aposentadoria das pessoas, e, se possível, ainda controlando os preços de serviços privados.
Vários princípios comunistas já estão fixados na mente da maioria da população, não apenas do Brasil, mas na maior parte do ocidente. A ocupação dos espaços promovida pelo partido comunista russo e agora também pelo partido comunista chinês, envolvem o controle de organizações internacionais, como IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), ONU, UNESCO, e… finalmente, OMS, dirigida por um comunista de carteirinha, onde a ideologia esquerdista é dominante entre seus dirigentes.
Chegamos à pandemia! Pergunto: como foi possível que países cristãos, democráticos e capitalistas tenham aceito a sugestão da OMS de que a epidemia deveria ser combatida com o modelo que estava sendo adotado pela China? Por qual razão o procedimento adotado por uma ditadura comunista conhecida pela violação dos direitos civis e pelo controle absoluto da informação valeu mais do que os procedimentos que já estavam sendo adotados no Japão, na Coreia do Sul e em Taiwan?
Respondo: porque, depois de décadas de aparelhamento, a imprensa europeia prioriza sempre seus interesses ideológicos; para não deixar que a China seja responsabilizada pela disseminação da epidemia, teriam que apresentá-la como exemplo de combate à doença. Foi o que fizeram. No campo político, alinhar-se à China está sendo cada vez mais proveitoso. Dessa forma, foi desencadeada a maior sequência de absurdos governamentais desde a 2° Guerra Mundial. Um país foi copiando o erro do outro. O povo, depois de meio século de doutrinação comunista, aceitou passivamente tudo o que foi imposto pelos governos.
No Brasil, não foi diferente. Logo que Jair Bolsonaro questionou o modelo de quarentena que a imprensa começava a martelar na cabeça das pessoas, o STF tratou de determinar que caberia a estados e municípios arbitrar sobre o caso. Políticos aproveitaram muito bem a situação. Suspenderam o pagamento de dívidas, pediram mais dinheiro à União, passaram a fazer discursos diários e, sobretudo, forçaram a aprovação de medidas de controle social e econômico.
Oitenta e oito anos atrás, os paulistas pegavam em armas para lutar contra a ditadura de Getúlio Vargas. Hoje, eles se encontram quietos em suas casas, aguardando as ordens de João Dória. Em poucas semanas, a quarentena parou a maior parte da economia, empurrando mais de 50 milhões de brasileiros para o colo do Estado. Voucher para uns. Crédito para outros. Milhões de famílias que perderam as condições de pagar colégios e planos de saúde privados terão que se submeter aos sistemas estatais. Dentro de suas casas, as famílias estão a ponto de explodir devido ao estresse econômico e psicológico provocado pela quarentena. Há seis semanas, todas as igrejas se encontram fechadas por ordem judicial. O funcionalismo público mostrou-se, ainda mais claramente, como uma casta de privilegiados, imune a crises econômicas.
Ao aceitar pacificamente a supressão de alguns de seus direitos fundamentais, a população revela o sucesso de décadas de doutrinação silenciosa. Tanto que a esquerda brasileira, liderada pelo PT, não precisa mais fazer muita coisa – a mentalidade comunista instalada na sociedade, na política e nas instituições se manifesta naturalmente.
Na atual situação, tendo nomes como João Dória e Wilson Witzel (mesmo não sendo representantes da direita liberal, mas de uma ideologia centro-esquerda, hoje a população entende como sendo representantes da direita) governando os estados mais atingidos pela epidemia, beneficia tão somente a esquerda. O descontentamento de alguma parte da população será contra governos de “direita” e a ampliação do poder do Estado sobre a população beneficiará a esquerda porque, em algum momento, ela voltará ao poder.
Se estivéssemos sob um governo petista, por exemplo, a sociedade teria suspeitado – com razão – logo no começo, que havia alguma coisa por trás. Liberais, conservadores e imprensa livre (com algumas exceções) denunciariam a quarentena como estratégia da esquerda para violar liberdades fundamentais, visando ao controle da sociedade e do mercado de forma mais direta, abrindo precedente para mais violações; mas, como Dória e Witzel não são vistos como comunistas – e realmente não são –, ninguém deve se preocupar.
Os comunistas costumam justificar o fracasso de seus regimes dizendo que “o povo não estava preparado”. Agora, parece que o povo está. Morrem muito mais pessoas de covid-19 nos países que adotaram a quarentena do que nos países que a rejeitaram, basta pesquisar dados sobre países citados acima. A despeito disso, a maior parte da população continua crendo que a quarentena salva vidas, continua aceitando pacificamente todas as arbitrariedades que lhes são impostas.
Em algum futuro próximo, poderão concluir que “houve uma interpretação errada do comunismo, ele dá certo sim… Vejam a China! Precisamos tentar”.
Tenham certeza de que os comunistas estão atentos a todos esses detalhes, anotando tudo o que está acontecendo, cientes, desde já, de que esta é a forma mais eficiente de destruição dos direitos individuais e da liberdade econômica, princípios que sustentam a propriedade, a família e a igreja e estarão com seu exército de seguidores e defensores preparados para a invasão e completa dominação da já dócil e domesticada sociedade.
Luiz Resende para a Rádio 98 FM – Teófilo Otoni







