
É nítido que os brasileiros estão aguardando o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro. Alguns por curiosidade, outros por medo de que a ideologia do presidente esteja alinhada ao presidente russo, Vladmir Putin. Bolsonaro visitou a Rússia há uma semana e manifestou de forma subjetiva “solidariedade” ao país em meio à crise com a Ucrânia.
Enquanto recebia Bolsonaro, a Rússia, aparentemente, recuou nos ataques. Putin, que tem laços comerciais e diplomáticos com a China, na verdade, não quis que a invasão à Ucrânia (naquele momento) tirasse o foco e o brilho da reta final dos Jogos Olímpicos de Inverno sediados em Pequim, na China.
Caso a posição de Bolsonaro agrade seus apoiadores e trumpistas – apoiadores do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderíamos sofrer consequências. É bom que fique claro que não serão ataques de mísseis e afins, mas uma consequência diplomática, visto que iríamos na contramão de quase todos os países – que muitos são nossos parceiros comerciais.
Alguns economistas apontam que o Brasil também poderia sofrer sanções econômicas de outros países caso Bolsonaro manteasse a posição de “solidariedade à Rússia”.
Muitos diplomatas acham que o silêncio neste momento pode não ser bem-vindo, visto que seria de forma velada uma manifestação antidemocrática.
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