Por Alan Martuchelle, da 98 em Teófilo Otoni
Na manhã de quinta-feira (24/02), as sirenes de ataque aéreo soaram na cidade de Lviv, no oeste da Ucrânia, pela primeira vez – fora dos exercícios regulares – desde a Segunda Guerra Mundial. Como um relógio, a pitoresca cidade se transformou de um ponto turístico em um lugar preparado para a guerra.
Mesmo enquanto as telas de TV alertavam sobre um ataque iminente ao país nos últimos dias, grupos de turistas continuavam a lotar as ruas de paralelepípedos da cidade, onde a deslumbrante arquitetura de estilo barroco se estende por quilômetros. Missões diplomáticas e grupos internacionais fugiram para a relativa segurança de Lviv da capital Kiev pouco depois.
Mas essa bolha estourou quando a Rússia atacou três locais – instalações militares – na região de Lviv na manhã de quinta-feira.
A maioria das lojas da cidade foram fechadas. Longas filas se estendiam do lado de fora das poucas lojas abertas — farmácias, supermercados e até pet shops. A espera é de mais de duas horas na maioria das bombas de gasolina, ou postos de gasolina, onde o combustível está sendo racionado na tentativa de evitar a escassez de combustível.







