MANHÃ SERTANEJA

Das 05:00:00 às 07:00:00
Com: Argimiro Rocha

CoronaVac é eficaz contra variante brasileira

07/04/2021 as 15:50

Estudo feito com mais de 67 mil profissionais de saúde de Manaus, realizado por pesquisadores de instituições nacionais e internacionais e servidores das secretarias da Saúde de Manaus e São Paulo. Imunizante demonstrou efetividade de 50% após 14 dias da primeira dose.

Coronavac é efetiva contra variante brasileira, aponta estudo com 67 mil profissionais de saúde de Manaus.

Um estudo feito com mais de 67 mil profissionais de saúde de Manaus aponta que a vacina CoronaVac tem 50% de eficácia contra P.1, variante brasileira do coronavírus identificada pela primeira vez na capital do Amazonas.

De acordo com os dados preliminares, a efetividade foi confirmada 14 dias após a primeira dose.

O estudo é realizado pelo grupo Vebra Covid-19, que envolve pesquisadores de instituições nacionais e internacionais e servidores da secretaria de saúde do estado do Amazonas e de São Paulo e das secretárias da saúde nos municípios de Manaus e São Paulo. Eles também têm apoio da Organização Panamericana de Saúde (Opas).

Ainda de acordo com Croda, foi analisado o impacto do imunizante nos profissionais que tiveram diagnóstico confirmado de Covid, com base nos dados da Secretaria Municipal da Saúde de Manaus.
"A gente verificou quem desses [profissionais] tinha tido a doença e foi checar se ele tomou a vacina. E a partir desses dados a gente conseguiu calcular a efetividade da vacina, que é a eficácia na vida real, no mundo real", explica.
Os dados relativos à efetividade completa, com as duas doses, ainda estão sendo coletados. Além do estudo em trabalhadores de saúde em Manaus, o grupo vai avaliar a efetividade da CoronaVac e da vacina da Astrazeneca em Idosos nas cidades de Manaus, Campo Grande, São Paulo e no estado de São Paulo.

Nesta quarta-feira (6), a variante sul-africana do coronavírus foi identificada pela primeira vez no Brasil em uma amostra coletada em Sorocaba (SP).
De acordo com cientistas, ela é mais transmissível e tem maior capacidade de fugir do sistema imune das pessoas infectadas.