CPI do Crime Organizado chama dois ministros e 11 governadores

05/11/2025 as 15:36
CPI | A Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado (CPI), instalada nesta terça-feira (4) no Senado, aprovou convites para dois ministros de Estado, 11 governadores, especialistas em segurança pública e chefes de órgãos de segurança. Os requerimentos foram apresentados pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que também solicitou informações aos ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Defesa.

Foram aprovadas oitivas com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski; o ministro da Defesa, José Múcio; o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; e o diretor da Abin, Luiz Corrêa, entre outros. A CPI tem 120 dias para apresentar diagnóstico sobre o crime organizado no país e propor medidas contra facções e milícias. Também foi aprovado pedido de urgência para tramitação, na Câmara, de projetos de segurança pública já aprovados no Senado.

Vieira convidou 11 governadores e seus secretários de Segurança, escolhidos com base em indicadores do Ministério da Justiça e do Fórum Nacional de Segurança Pública, representando os estados mais e menos seguros. Dos menos seguros, foram chamados Amapá, Bahia, Pernambuco, Ceará e Alagoas; dos mais seguros, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Rio de Janeiro e São Paulo também foram incluídos por abrigarem as principais facções criminosas do país.

A CPI ainda ouvirá especialistas e profissionais com experiência na área, como o promotor Lincoln Gakiya (MP-SP), o diretor do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, e os pesquisadores Joana Monteiro e Leandro Piquet Carneiro.

Entre os comunicadores convidados estão Josmar Jozino (UOL), Rafael Soares (O Globo), Cecília Olliveira (Instituto Fogo Cruzado), Bruno Paes Manso (USP), Allan de Abreu (Revista Piauí) e Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Bope.

Por fim, foram aprovados requerimentos de informações aos ministérios da Justiça e da Defesa sobre controle de armas e relatórios de inteligência sobre facções e milícias. “Há anos enfrentamos dificuldades para rastrear armas e munições no Brasil”, justificou Alessandro Vieira.

Fonte: Agência Brasil / Foto: PCBA/Divulgação

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