Lito Sousa tem novas perdas motoras e visuais em meio à busca por tratamento

Créditos de Imagem: Com informações da Itatiaia
O influenciador Lito Sousa enfrenta uma rápida progressão da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), enquanto a família tenta encontrar uma alternativa experimental capaz de conter o avanço do quadro. Sem tratamento específico comprovado para interromper a doença, a busca por estudos clínicos no exterior se tornou uma corrida contra o tempo.
A esposa de Lito, Mila Seidl, tem procurado instituições dentro e fora do Brasil que possam avaliar o influenciador para participação em pesquisas. Segundo ela, uma das possibilidades mais concretas surgiu nos Estados Unidos: Lito deverá passar por uma entrevista em um estudo realizado em Nashville para verificar se atende aos critérios de elegibilidade.
Mila também informou que a equipe médica de Lito mantém contato com profissionais da Mayo Clinic, para o envio e a análise dos relatórios clínicos. Na Europa, porém, as tentativas ainda não avançaram. Uma das pesquisas que interessava à família está na fase 3, mas, conforme o relato, a instituição informou que não está recrutando participantes neste momento.
A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma condição neurológica rara e de evolução acelerada. Entre as manifestações possíveis estão alterações de memória e raciocínio, mudanças comportamentais, dificuldades na fala, problemas de visão, perda de equilíbrio e coordenação, além de tremores, rigidez e movimentos involuntários.
No caso de Lito, os sintomas divulgados pela família incluem inicialmente dormência em um dos braços, seguida por uma perda significativa dos movimentos. Mais recentemente, a visão também foi afetada. Em uma aparição nas redes sociais, o influenciador surgiu hospitalizado, deitado e com dificuldade para falar e movimentar algumas partes do corpo.
O neurocirurgião Helton Martins explicou que a velocidade de evolução é uma das características que diferenciam a DCJ de doenças neurodegenerativas de progressão mais lenta. Segundo o especialista, alterações neurológicas importantes podem surgir em semanas ou poucos meses.
O médico ressalta, porém, que não é possível determinar pela exposição pública o subtipo da doença ou prever a evolução específica de Lito. Essas conclusões dependem de exames, do quadro neurológico e da avaliação da equipe responsável pelo atendimento.
O que existe hoje para o tratamento
Até o momento, não há terapia comprovada capaz de curar a DCJ ou interromper sua progressão. Também não existem evidências científicas suficientes de que tratamentos alternativos ou complementares consigam modificar o curso da doença.
Isso não elimina as possibilidades de cuidados médicos. O tratamento de suporte pode envolver neurologia, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, enfermagem e cuidados paliativos, conforme as necessidades apresentadas pelo paciente.
A equipe também pode atuar no controle de sintomas e complicações, como movimentos involuntários, crises convulsivas, dor, ansiedade, distúrbios do sono e dificuldades para engolir. Medidas para reduzir o risco de aspiração, preservar a alimentação e evitar lesões também podem ser necessárias conforme a doença avança.
Na área experimental, uma das linhas de pesquisa envolve os chamados oligonucleotídeos antissenso, medicamentos desenvolvidos para tentar reduzir a produção da proteína priônica associada à doença.
Enquanto as pesquisas avançam, a família de Lito concentra esforços para conseguir uma avaliação rápida em estudos clínicos. A entrevista prevista nos Estados Unidos poderá determinar se ele atende aos critérios para participação em uma das pesquisas. Mila também esclareceu que não há, neste momento, uma vaga garantida em Harvard: a instituição deverá iniciar uma nova etapa de avaliação em outubro para verificar possíveis candidatos.








