Procura-se um candidato de esquerda ao governo de Minas

22/04/2025 as 11:06
EXECUTIVO | Está difícil encontrar um nome para preencher a vaga de “candidato da esquerda ao governo de Minas Gerais” em 2026. O salário é atrativo – mais de R$ 40 mil, segundo o Portal da Transparência – e os benefícios incluem motorista, horário flexível e viagens em aeronaves oficiais. Ainda assim, falta uma liderança de esquerda entusiasmada para disputar o cargo.

Entre os nomes citados, estão o senador Rodrigo Pacheco (PSD) e a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), mas ambos demonstram pouco interesse. O ministro Alexandre Silveira (PSD), apesar das críticas ao governo mineiro, também estaria mais inclinado a tentar o Senado.

Líderes da esquerda afirmam que não faltam nomes, mas que há uma estratégia focada na reeleição do governo Lula (PT). Nesse cenário, Minas poderia apoiar uma legenda aliada em troca de sustentação nacional. O nome de consenso seria o próprio Pacheco, que tem apoio de grande parte da base aliada. Porém, o senador ainda não sinalizou vontade de entrar na disputa, mesmo após convites do presidente.

A indefinição de Pacheco tem movimentado outras siglas da esquerda, como o PSOL, que ainda não decidiu seu rumo em 2026. A ausência de decisão também aumenta a pressão sobre Marília Campos, que afirma não querer deixar a prefeitura. Internamente, petistas acreditam que, se Lula insistir, ela pode aceitar.

Durante o lançamento da candidatura de Edinho Silva à presidência do PT, líderes defenderam o nome de Marília. No entanto, ela parece firme em sua recusa e chegou a lembrar de Alexandre Kalil, ex-prefeito de BH, que mesmo sem sucesso na última eleição, continua bem colocado nas pesquisas.

Fonte: O TEMPO / Foto: Cristiano Trad